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30 de julho de 2011

Lições que aprendi

1. Não posso ter tudo na vida, mas tenho o que é necessário para minha felicidade. Bastei olhar para mim mesma e valorizar o que tenho de melhor. A felicidade está em mim.
2. Que a vida não é injusta. Ela me dá o que preciso em cada momento específico, embora o que precise não seja o que eu realmente quero.
3. Que Deus me ama incondicionalmente. E quando menos mereço este amor, é quando Ele insiste e prova Seu amor por mim.
4. Falando em amor, aprendi que ele não é um sentimento nobre, apenas. É mais do que isso - amar envolve comportamento, conduta, caráter. Amor é ATITUDE!
5. E atitudes são tomadas pensando no bem comum - o que não quero para mim não faço com o outro, seja quem for...
6. Que ouvir o coração é bom, mas ponderar com a razão é sábio.
7. Equilíbrio emocional é a chave para decisões assertivas.
8. Conhecer a mim mesma me livrou de muitas enrascadas.
9. Que a carência e o desespero são as melhores amigas da escolha precipitada.
10. Que não devo trocar o que mais quero no momento pelo que mais quero na vida. Momentos passam, mas a vida continua.
11. Que ser protagonista é melhor do que ser vítima.
12. Que novas lições surgem depois que enxugo as lágrimas. Elas embaçam a visão do aprendizado.
13.
14.
15...

Alguém tem um lenço para me emprestar???

23 de julho de 2011

Comprometido ou envolvido?

 As pessoas querem estar envolvidas, mas não comprometidas. 


Li essa frase outro dia e ela me deu respostas para muitas indagações.

Na área profissional, pra quê se comprometer e correr o risco de não ser valorizado? Pra quê trabalhar dia e noite se o salário no final do mês será o mesmo? Pra quê vestir a camisa se amanhã ou depois posso ser mandado embora? Afinal, ninguém é insubstituível! Mas é bom estar envolvido - pra dizer que tenho um emprego (embora não queira bem o trabalho), porque hoje em dia "você é o que você faz", porque traz dignidade e, claro, porque tenho dinheiro todo mês pra pagar minhas contas. Conclusão: compromisso é para quem ama o que faz. Envolvimento é para quem apenas faz... Pela metade!

Comprometer-se na área pessoal é ainda mais complicado, porque compromisso acaba referindo-se, equivocadamente, à obrigação. E, convenhamos, quem gosta de fazer algo obrigado? Liberdade é a palavra de ordem dessa geração. Livre para ser de quem quiser, para ligar a hora que quiser, para sair e voltar quando quiser, para fazer o que quiser. Envolvimento é liberdade. Compromisso é prisão. Será?

Mais uma vez chego a conclusão de que compromisso é para quem ama. Não amor-sentimento, mas amor-comportamento (atitude). E comportamento é escolha. Você escolhe ser livre ou ser prisioneiro em função da sua visão sobre uma determinada situação. E a sua visão pode estar distorcida.

Estar envolvido é ótimo! Estar comprometido é "pesado" demais! Essa é sua visão. E eu respeito, porque ela carrega sua história de vida (ou suas escolhas passadas). Se está certa ou não, não me atrevo a dizer. Não sou dona da verdade.

O que me atrevo a dizer é: estar envolvido e comprometido, ao mesmo tempo, pode ser melhor ainda, quando as duas visões estão focando na mesma direção, no mesmo alvo. Não importa o retorno que terei, mas o fim que queremos (porque estamos na mesma visão) atingir.

Isso vale tanto para o pessoal, como para o profissional.

Qual é a sua visão?

1 de julho de 2011

Você é mulher pra casar?

Estou lendo o livro Comer, Rezar e Amar, de Elizabeth Gilbert, e esta noite me diverti com o trecho em que a autora conversa com uma moça indiana, a Tulsi:

"Ver os filhos bem casados significa muito para a família (indiana). Tulsi tem uma tia que acaba de raspar a cabeça em sinal de agradecimento porque sua filha mais velha - com a idade jurássica de 28 anos - finalmente se casou. E, além disso, ela era uma moça difícil de casar. Perguntei a Tulsi o que torna uma moça indiana difícil de casar, e ela disse que existem muito motivos. 
- Se ela tiver um mapa astral ruim. Se for velha demais. Se tiver a pele escura demais. Se for instruída demais, e você não conseguir encontrar um homem mais instruído do que ela, e isso é um problema frequente hoje em dia, porque uma mulher não pode ser mais instruída do que o marido. Ou se ela teve um caso e a comunidade inteira sabe, ah, seria muito difícil arrumar um marido depois disso..."
Bom... Se a lista servisse para o Brasil (e tenho lá minhas dúvidas se não...), minhas chances de casar de novo (se eu quisesse...), seriam nulas: já tenho (quase) 33 anos, sou divorciada, o que talvez indique que meu mapa astral não é dos melhores (Câncer com ascendente em Touro... Quem vai enfrentar essa fera!!!), tenho curso superior e vou enfrentar uma Pós-Graduação em breve.

Lendo e aprendendo... Agora, tudo se explica! (risos)

27 de junho de 2011

Você tem medo de quê?

Nessas minhas viagens, e até mesmo aqui na minha cidade, observando o comportamento humano (algo que virou meu hobby), aprendi algo interessante...

É preciso enfrentar nossos medos e conhecer bem nossos limites antes de tomar qualquer decisão. Esconder-se, fugir ou fingir que eles não existem só os fortalece. E lá na frente, quando a decisão foi tomada, e algumas vezes não há como voltar atrás, esses medos ressurgem, maiores, ferozes, querendo o que foi "adormecido" lá atrás. E então, o que fazer com eles?

Medos, inseguranças, falta de posicionamento... Aprender a dar nome a cada um deles (Medo de quê? Insegurança por quê? Não me posiciono no quê?) é ter coragem de ser quem você é.

É o caminho para o amor próprio e, consequentemente, para o amor ao próximo, no sentido real e sublime da palavra.

Isso sim é identidade!
Isso sim é ser HUMANO!

15 de junho de 2011

Quem sou eu pra você?

Ficante, amante, passatempo, oba-oba...
Amiga, mais que amiga, mulher, querida, gentil...

Namorada? Não chego a tanto.

Nada contra esses papéis. E os executo muito bem, modéstia a parte.

Sei quem eu sou e o que quero.
Ser apenas uma "opção" (ou melhor, falta de opção para alguém) não se encaixa no meu perfil.

Antes só, sabendo quem eu sou.
Do que (mal) acompanhada, sem saber quem sou eu... Para o outro.

Problema de identidade não é meu fraco!

"Nunca trate com prioridade quem te trata apenas como opção".
Fica a dica!

5 de junho de 2011

Complicada e perfeitinha

Permita-me voar, mas tenha sabedoria para me fazer voltar.
Permita-se ser romântico, mas tenha a dose certa para não sufocar.
Surpreenda-me...
Com carinho, atenção, afeto.

Importe-se!

Verbalize seus pensamentos. Elogie!
Verbalize seus sentimentos. Cative!

Difícil?

26 de maio de 2011

Critérios

Aquela velha história: quem eu quero não me quer; quem me quer eu não quero.
Desencontros.

Não quero mais perder tempo. Não quero mais passar o tempo.

Que tipo de pessoas tenho atraído para minha vida?

As perdas me deixaram mais criteriosa: só vou gostar de quem gosta de mim.

Tempo de se abrir.
Tempo de conhecer.
Tempo de se permitir...

VIVER.

15 de maio de 2011

Um belo dia DECIDI mudar

Passei o final de semana com esta música na cabeça:

"Um belo dia resolvi mudar / E fazer tudo o queria fazer / Me libertei daquela vida vulgar / Que eu levava estando junto a você..."


Parei hoje para refletir.

De fato, decidi mudar, estou fazendo tudo o que gostaria de fazer e ainda tem mais nos meus planos - curso de inglês, aula de dança, viagens...

Eu me libertei não de uma vida "vulgar", mas limitada, presa, atrelada ao que os outros pensavam.
O gosto da liberdade é indescritível. Liberdade conquistada, amadurecida, equilibrada...
Precisei perder pra ganhar.
Mudança que gerou mudanças...
Auto-confiaça.

"Em tudo o que faço existe um porquê de ser quem eu sou, de estar onde estou...
Agora, só falta você..."

Ou não!

9 de maio de 2011

Regra básica para o dia a dia

Ame-se
Permita-se
Liberte-se
Escute... Mais!

Fale
Magoe
Culpe
Engane-se... Menos!

Esqueça
Perdoe
Prossiga
Viva... Sempre!

4 de maio de 2011

Quem disse que homens não escrevem aqui?

Achei esse texto navegando pela net. Quando terminei de ler pensei: "Putz, isso parece Diálogo de Mulheres". E tomou um gostinho especial quando vi que foi escrito por um homem. É um pouco longo, eu sei, mas vale a pena um esforço!

Sim, os homens também escrevem aqui!

Com vocês,
"O que as mulheres fazem quando estão com elas mesmas"

Por Ivan Martins, editor executivo da Revista Época


Ontem eu levei uma bronca da minha prima. Como leitora regular desta coluna, ela se queixou, docemente, de que eu às vezes escrevo sobre “solidão feminina” com alguma incompreensão.

Ao ler o que eu escrevo, ela disse, as pessoas podem ter a impressão de que as mulheres sozinhas estão todas desesperadas – e não é assim. Muitas mulheres estão sozinhas e estão bem. Escolhem ficar assim, mesmo tendo alternativas. Saem com um sujeito lá e outro aqui, mas acham que nenhum deles cabe na vida delas. Nessa circunstância, decidem continuar sozinhas.

Minha prima sabe do que está falando. Ela foi casada muito tempo, tem duas filhas adoráveis, ela mesma é uma mulher muito bonita, batalhadora, independente – e mora sozinha.

Ontem, enquanto a gente tomava uma taça de vinho e comia uma tortilha ruim no centro de São Paulo, ela me lembrou de uma coisa importante sobre as mulheres: o prazer que elas têm de estar com elas mesmas.

“Eu gosto de cuidar do cabelo, passar meus cremes, sentar no sofá com a cachorra nos pés e curtir a minha casa”, disse a prima. “Não preciso de mais ninguém para me sentir feliz nessas horas”.

Faz alguns anos, eu estava perdidamente apaixonado por uma moça e, para meu desespero, ela dizia e fazia coisas semelhantes ao que conta a minha prima. Gostava de deitar na banheira, de acender velas, de ficar ouvindo música ou ler. Sozinha. E eu sentia ciúme daquela felicidade sem mim, achava que era um sintoma de falta de amor. 
Hoje, olhando para trás, acho que não tinha falta de amor ali. Eu que era desesperado, inseguro, carente. Tivesse deixado a mulher em paz, com os silêncios e os sais de banho dela, e talvez tudo tivesse andado melhor do que andou.

Ontem, ao conversar com a minha prima, me voltou muito claro uma percepção que sempre me pareceu assombrosamente evidente: a riqueza da vida interior das mulheres comparada à vida interior dos homens, que é muito mais pobre.

A capacidade de estar só e de se distrair consigo mesma revela alguma densidade interior, mostra que as mulheres (mais que os homens) cultivam uma reserva de calma e uma capacidade de diálogo interno que muitos homens simplesmente desconhecem.

A maior parte dos homens parece permanentemente voltada para fora. Despeja seus conflitos interiores no mundo, alterando o que está em volta. Transforma o mundo para se distrair, para não ter de olhar para dentro, onde dói.

Talvez por essa razão a cultura masculina seja gregária, mundana, ruidosa. Realizadora, também, claro. Quantas vuvuzelas é preciso soprar para abafar o silêncio interior? Quantas catedrais para preencher o meu vazio? Quantas guerras e quantas mortes para saciar o ódio incompreensível que me consome?

A cultura feminina não é assim. Ou não era, porque o mundo, desse ponto de vista, está se tornando masculinizado. Todo mundo está fazendo barulho. Todo mundo está sublimando as dores íntimas em fanfarra externa. Homens e mulheres estão voltados para fora, tentando fervorosamente praticar a negligência pela vida interior – com apoio da publicidade.

Se todo mundo ficar em casa com os seus sentimentos, quem vai comprar todas as bugigangas, as beberagens e os serviços que o pessoal está vendendo por aí, 24 horas por dia, sete dias por semana? Tem de ser superficial e feliz. Gastando – senão a economia não anda.

Para encerrar, eu não acho que as diferenças entre homens e mulheres sejam inatas. Nós não nascemos assim. Não acredito que esteja em nossos genes. Somos ensinados a ser o que somos.

Homens saem para o mundo e o transformam, enquanto as mulheres mastigam seus sentimentos, bons e maus, e os passam adiante, na rotina da casa. Tem sido assim por gerações e só agora começa a mudar. O que virá da transformação é difícil dizer.

Mas, enquanto isso não muda, talvez seja importante não subestimar a cultura feminina. Não imaginar, por exemplo, que atrás de toda solidão há desespero. Ou que atrás de todo silêncio há tristeza ou melancolia. Pode haver escolha.

Como diz a minha prima, ficar em casa sem companhia pode ser um bom programa – desde que as pessoas gostem de si mesmas e sejam capazes de suportar os seus próprios pensamentos. Nem sempre é fácil. 

2 de maio de 2011

Escolhas assertivas

Já teve um momento em minha vida em que quis muito casar e constituir família. Tá certo que nunca acreditei muito nessa história de "príncipe encantado", mas achava que poderia encontrar alguém bacana para compartilhar a vida, seus bons e maus momentos. Ser feliz, a dois, debaixo do mesmo teto... Blá, blá, blá!

Bem, passei pela experiência e vi o quanto é difícil ser feliz, a dois, debaixo do mesmo teto! Por isso, optei por ser feliz debaixo de um teto só pra mim. Na verdade, hoje, divido o teto com minha mãe e sou muito grata por isso!

Daí, fico pensando: será que me casei porque realmente queria casar? Ou porque encontrei a tal pessoa "bacana"? (Essa questão eu já respondo: não mesmo!). Ou simplesmente porque é assim e pronto: todo mundo precisa casar um dia! Será?!

Convenções, padrões, tradições... Esses, sim, são mais poderosos do que qualquer desejo de se casar, ou apenas de se relacionar, sem necessariamente chegar ao matrimônio. Afinal, quem não namora/namorou alguém só para ficar em paz com a cobrança velada (ou escancarada) da sociedade - e da família?!

Esse é o caminho das escolhas precipitadas.

Em qualquer área da vida, precisamos decidir por aquilo que de fato é o melhor para nós e não necessariamente o que é o ideal da sociedade, o padrão para todos. E cada dia me convenço de que o caminho para a escolha mais assertiva está no autoconhecimento, no senso crítico e, consequentemente, na coragem de ser quem você realmente é e não o que o meio "sugere" que você seja.

Optei pelo caminho da autenticidade: sem medo e sem vergonha de ser quem eu sou, mesmo sendo do contra, muitas vezes! 

Em tempo: continuo procurando uma pessoa "bacana" para compartilhar bons e maus momentos da vida, mas deixei de atribuir a essa pessoa a responsabilidade pelo meu contentamento. Se aparecer ótimo, será um valor agregado! Mas, se não aparecer, garanto que pior, a minha vida não fica!

25 de abril de 2011

O que fazer com a tal felicidade?

Após um feriadão em família, renovando as forças na beira da praia, cheguei a uma conclusão do que é felicidade.

Podemos nos sentir só, às vezes ou quase sempre, mas felicidade não depende de companhia.

Podemos passar por momentos difíceis, mas felicidade não depende de problemas e nem precisa ser a solução deles.

Podemos estar solteiras, casadas, separadas, mas felicidade não depende de estado civil.

Felicidade é fruto de nosso posicionamento diante das circunstâncias. "Não importa o que fizeram com você, mas o que você faz com o que fizeram com você".

Aprendi: felicidade depende de quem você é, de como você se aceita e se ama e de como você encara a vida. Felicidade é decisão.

Eu decidi ser feliz, mesmo com meus problemas, minhas dificuldades, meu estado civil, minha vida como ela é ou está hoje...

Decidi o que fazer com a tal felicidade: irei me ocupar dela a ponto de poder falar como Clarice Lispector - "Não tenho tempo para mais nada. Ser feliz me consome muito".

20 de abril de 2011

A solidão...

A solidão tem seu lado bom
Quando dedicamos tempo para autoavaliação
Reflexão
Descobertas

O lado ruim é quando isso cansa.
Ou quando constatamos que precisamos evoluir muito ainda.
E para evoluir precisamos nos relacionar...

Com quem?

5 de abril de 2011

Descobertas

Como boa canceriana, ando pensando muito no passado. No que vivi, no que escolhi, no que senti ou deixei de sentir. Às vezes com certa nostalgia, outras vezes com um sentimento de superação alcançado.

Ainda esta semana teclei com um colega no MSN, comentei com ele que não tinha graça saber o futuro, pois me tiraria a garra, o brilho, a vontade de lutar para vencer, sempre! Gosto de desafios, de arriscar, de experimentar. E saber o futuro me tiraria esse prazer. Comentei que gosto de olhar o passado para não repetir os mesmos erros, as mesmas escolhas que me levaram aos erros. Gosto de olhar o passado para entender a razão de muita coisa hoje. E, por isso, procuro refletir bem sobre as atuais decisões. Pois minhas escolhas de hoje ecoarão pela eternidade. Amanhã estarei olhando para o agora e entendendo o porquê de muita coisa... Meu futuro depende do que sou, faço e escolho HOJE. Olhar o passado me ajuda a entender. E entender me ajuda a planejar. E planejar aumenta a minha chance de acertar... Ou errar de novo.

Ele respondeu - 'você, na verdade, está caminhando para uma vida solitária... Comum aos guerreiros'. Eu respondi prontamente - 'sim, comum aos grandes líderes!'.

O bate-papo poderia parar por aí. Mas, na minha cabeça a colocação do meu colega e a minha pronta resposta continuam martelando até agora.

Líderes arriscam. Investem. Conquistam. Inspiram.
Líderes vivem cercados de pessoas e são amados por muitas, mas se sentem só... Na maioria das vezes.

Entendi: toda missão tem seu preço. A minha eu já sei qual é!

23 de março de 2011

Sou assim e pronto!

Sou uma mulher de temperamento forte. Falo o que penso, defendo minhas ideias e posições a respeito de vários assuntos, especialmente os polêmicos. Não tenho vergonha ou medo de dizer o que penso.

Sou impulsiva, sou radical em alguns aspectos e um pouco liberal em outros. Não sou perfeita e sei que estou muito longe disso. Cometo "loucuras", mas sempre avalio depois se valeu a pena mesmo. Julgo, sim, e quem não julga pelas aparências ou circunstâncias? Mas depois também avalio se o tal julgamento foi correto ou não. Erro. Erro muito! Gosto de errar para aprender e crescer. Faz parte do processo! Não fujo da raia, não me escondo atrás de relações fracassadas, não vivo de ilusões.

Quando gosto, gosto. Quando não gosto, trato só por educação. E pronto!

Aprendi a ser eu mesma. Gosto de ser quem eu sou.
E ponto final.

7 de março de 2011

O erro das mulheres

Em meio à folia do carnaval, chegou as minhas mãos uma entrevista interessante com uma consultora amorosa (sim, existe essa profissão). O tema da reportagem era sedução e entre os vários trechos de uma entrevista que em princípio parecia tratar de um assunto banal, um deles me chamou a atenção:

O maior erro das mulheres é a forma como encaram o amor. A tendência é sempre colocar o amor e os relacionamentos como princípio-fim da vida. E os homens não fazem isso.  As mulheres têm a responsabilidade de ter uma relação feliz porque centram a vida no amor, delegando todas as partes de seu cotidiano aos homens. Estes, por sua vez, nunca preenchem todos os espaços de sua vida com o relacionamento amoroso. 
Eu comparo isso a uma pizza. Na vida do homem cada fatia é de um assunto. Tem os amigos, o trabalho, o futebol. O amor é só uma dessas fatias. E eles não morrem quando não podem ir ao jogo, porque têm outras coisas em foco. Já a pizza das mulheres só tem um sabor. E aí ela entra em depressão, nem vai ao trabalho quando o cara não liga, porque o relacionamento ocupa a vida inteira dela. Quando conseguimos distribuir a nossa pizza com sabedoria - uma fatia para cada assunto - teremos a tranquilidade tão sonhada.


Achei a comparação acima perfeita e é o que tenho discutido com algumas amigas "ansiosas" por um casamento em meio a uma rotina tão sem compromisso hoje em dia. Muitas de nós encaram o casamento como o prêmio final de uma vida, ou como nas histórias de cinema - o "final feliz". A recompensa por sermos tão "boazinhas", tão "educadas", tão "batalhadoras", tão "mulher"...

E abrimos mão de outras áreas da vida em busca desse tão sonhado "prêmio"... Que muitas vezes é um "presente de grego".

Tenho aprendido a dividir o meu pedaço de pizza com assuntos que me agradam - família, academia, cinema, leitura, amigos, cursos, trabalho... E tenho sido, sim, mais feliz. Pra mim, hoje, vale o lema: "Paz e arroz. Amor vem depois".

Na verdade, o tão "sonhado" amor eu achei - amando a mim mesma!


Para quem quiser ler a entrevista na íntegra, acesse: "A sedução não é moderna"

1 de março de 2011

Aquilo que não me mata, fortalece-me



Há alguns meses atrás passei por um período tenso de mudanças - mudança de estado civil, de cidade, um ritmo de trabalho alucinante, mãe internada na UTI em estado grave, situação financeira na berlinda... Na época pensei que não fosse conseguir sobreviver a tanta pressão. A sensação era de estar num quarto minúsculo e as paredes se movendo em minha direção, a ponto de me esmagar a qualquer hora. 

Nessas horas precisamos, sim, de um escape. Além de recorrer à espiritualidade, claro, porque nesses momentos, só Deus mesmo! E muitas vezes falta fé... Falta dinheiro, falta saúde, falta autoestima, falta tudo!!! Você vive em função dos outros e, graças a Deus (sim, Ele estava dando conta do recado!), tinha sempre alguém por perto para me socorrer nos momentos mais "tenebrosos".

Optei por focar em mim, elaborar meus sentimentos, dar um tempo para a vida (que insistia em correr velozmente) e não ligar para as críticas explícitas ou silenciosas. Afinal, só eu mesma sabia por que doia, onde doia e qual era o meu limite.

Hoje, percebo que tudo o que mais me torturava serviu de alimento.

Olho para trás e concluo que o sofrimento não vem de enfrentar a dificuldade, pois tudo o que acontece é exatamente o que necessitamos para crescer. O sofrimento vem de "sofrer sem aprender a lição".

Quando eu decidi tirar proveito da situação, aprendi mais de uma lição:
  1. "Nunca perca a sensibilidade, mesmo que a vida o ensine por meio de dolorosas experiências. O segredo é manter a beleza austera do autoaprimoramento. Pois é isso que atrai a prosperidade e os verdadeiros amigos".
  2. "Virá a nós o que já nos pertence e aquilo para o qual estamos verdadeiramente preparados para alcançar".
  3. "Onde não houver decisões firmes na sua trajetória, a vida insistirá em fazê-lo recobrar a consciência de quem você é de verdade: senhor do destino". 
Hoje entendo: aquilo que não me mata, fortalece-me. Meu sofrimento foi o treinamento que precisava, na medida exata! 

Perdi, perdi muito e perdi feio. Mas o que ganhei não tem preço!

24 de fevereiro de 2011

Lições de um casamento desfeito

A separação devolveu minha identidade, resgatou minha autoestima e fortaleceu minha capacidade de gerir as frustrações.

Paradoxalmente, foi necessário perder algo que sonhei a vida toda para ganhar o que vai mudar minha vida daqui pra frente.
 
É estranho como o casamento, muitas vezes, anula nossa própria individualidade. Passamos a viver o outro e a abrir mão gradativamente de nós mesmas. E olha que tem muita mulher que ainda não casou e já vive isso no noivado ou mesmo no namoro.

Somos "roubadas", ou "sugadas" pelo prazer (?) de estar com o outro, ou simplesmente pelo alívio (?) de não pertencermos ao grupo das "encalhadas". Achamos que isso é amor, paixão... Quando na verdade é ilusão, ou melhor, fuga de nós mesmas! Por que nos subestimamos tanto?

Admiro casais que superaram essa armadilha e mantêm intactos suas individualidades. Preservam o direito (acho até que deveria ser um dever) de sair com os amigos ou mesmo sozinhos; alimentam os prazeres individuais saudáveis, coisas que faziam quando eram solteiros e não prejudicavam ninguém; sabem viver o "eu" sem atingir negativamente o "nós". E, principalmente, sabem viver o "nós" sem anular o "eu".

Relação baseada na confiança, no respeito, na cumplicidade...

Relação fundamentada no amor próprio, porque só quando atingimos esse patamar conseguimos amar o outro sem abrir mão de nós mesmas.


Sim, a separação também me fez entender isso!

21 de fevereiro de 2011

Matemática das relações

Ainda nos meus "vinte e poucos anos" sonhava em casar com um homem lindo, numa igreja linda, um bolo lindo... Tudo lindo!
E ainda achava que, ao me casar, todos os meus problemas seriam resolvidos e seria... Tudo lindo!

Com 28 anos eu me casei.
A igreja estava linda!
O bolo estava lindo (e delicioso)!
E o noivo, bom... Ele não era tão lindo assim, embora eu só tenha percebido isso depois que a paixão foi embora e a gente passa a "enxergar" melhor.

Os problemas? Bom, eles só aumentaram.
E a vida... Uau, esta não ficou nada linda!

O fato é que nós mulheres sonhamos com alguém que nos complete. Que seja nossa "tampa da panela". Mas, num mundo de hoje, onde impera a lei que diz "ninguém é de ninguém", e para piorar ainda tem muita gente "saindo do armário", muitas vezes a nossa "tampa da panela" já está por aí, tapando outra panela.

Hoje, não mais casada, desisti de procurar alguém que me complete.
Quero, agora, alguém que me acrescente.
Porque tenho descoberto, a cada dia, o valor da minha própria companhia.

É, se não for para somar, eu subtraio da minha vida. Simples assim!

Casar de novo?
Bom, aí a matemática é outra: só se for para multiplicar...

17 de fevereiro de 2011

Vítima ou guerreira?

Já passei "poucas e boas" na mão dos homens. Fui traída, desvalorizada, preterida...
Aí um belo dia eu acordei cansada de ser vítima. Então, decidi ser guerreira.

E descobri o por quê.

Vítimas sonham, guerreiras conquistam.