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27 de dezembro de 2011

Essa tal felicidade... Mais uma vez!

2011 está no fim e se tem uma palavra que define este ano para mim é: FELICIDADE.

Este ano decidi me ocupar da felicidade a ponto de não ter tempo para mais nada. Inspirei-me em um dos belíssimos textos da Clarice Lispector, postado neste blog anteriormente. Nessa decisão descobri que a felicidade está em mim. Sou a própria felicidade!

E ainda sobre esta lição de felicidade, ontem ouvi um texto no final da novela das sete. Dizem que é do Fernando Pessoa, mas já li por aí que não é dele. Independentemente da autoria, o que vale é a mensagem. Claro, sobre a felicidade:
Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!

Para terminar este post, fica meu aprendizado deste ano: entre ter razão e ser feliz, optei por ser feliz. Sempre!

25 de abril de 2011

O que fazer com a tal felicidade?

Após um feriadão em família, renovando as forças na beira da praia, cheguei a uma conclusão do que é felicidade.

Podemos nos sentir só, às vezes ou quase sempre, mas felicidade não depende de companhia.

Podemos passar por momentos difíceis, mas felicidade não depende de problemas e nem precisa ser a solução deles.

Podemos estar solteiras, casadas, separadas, mas felicidade não depende de estado civil.

Felicidade é fruto de nosso posicionamento diante das circunstâncias. "Não importa o que fizeram com você, mas o que você faz com o que fizeram com você".

Aprendi: felicidade depende de quem você é, de como você se aceita e se ama e de como você encara a vida. Felicidade é decisão.

Eu decidi ser feliz, mesmo com meus problemas, minhas dificuldades, meu estado civil, minha vida como ela é ou está hoje...

Decidi o que fazer com a tal felicidade: irei me ocupar dela a ponto de poder falar como Clarice Lispector - "Não tenho tempo para mais nada. Ser feliz me consome muito".

8 de fevereiro de 2011

A felicidade é um estado mágico e duradouro?

Recebi outro e-mail "daqueles" que vale a pena publicar aqui, porque é a cara do "Diálogo de Mulheres" e tem tudo a ver com as últimas conversas que venho tendo com uma amiga-irmã. Tenho certeza que ela vai assinar embaixo.

O texto é de Leila Ferreira, jornalista, apresentadora de TV e autora do livro "Mulheres - Por que será que elas...?", da Editora Globo. Eu cortei pequenas partes para não ficar muito extenso, porém isso não prejudicou o entendimento da mensagem que o texto almeja passar. Quem quiser ver na íntegra, é só jogar no Google (simples assim!).

Bem, o texto fala sobre felicidade. Hummm... Sem mais o que comentar.




Minimamente feliz - A felicidade é mesmo
um estado mágico e duradouro?

A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Li essa frase num outdoor em Paris e soube, naquele momento, que meu conceito de felicidade tinha acabado de mudar. Eu já suspeitava que a felicidade com letras maiúsculas não existia, mas dava a ela o benefício da dúvida. Afinal, desde que nos entendemos por gente aprendemos a sonhar com essa felicidade no superlativo. Mas ali, vendo aquele outdoor estrategicamente colocado no meio do meu caminho (que de certa forma coincidia com o meio da minha trajetória de vida), tive certeza de que a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os contos de fadas e os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.

Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas. Um pôr-de-sol aqui, um beijo ali, uma xícara de café recém-coado, um livro que a gente não consegue fechar, um homem que nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir. São situações e momentos que vamos empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem alegrias de pequeno e médio porte e até grandes (ainda que fugazes) alegrias.

Uma empresária que conheci recentemente me contou que estava falando e rindo sozinha quando o marido chegou em casa. Assustado, ele perguntou com quem ela estava conversando: 'Comigo mesma', respondeu. 'Adoro conversar com pessoas inteligentes'. Criada para viver grandes momentos, grandes amores e aquela felicidade dos filmes, a empresária trocou os roteiros fantasiosos por prazeres mais simples e aprendeu duas lições básicas: que podemos viver momentos ótimos, mesmo não estando acompanhadas e que não tem sentido esperar até que um fato mágico nos faça felizes.

Esperar para ser feliz, aliás, é um esporte que abandonei há tempos. E faz parte da minha 'dieta de felicidade' o uso moderadíssimo da palavra 'quando'. Aquela história de 'quando eu ganhar na Mega Sena', 'quando eu me casar', 'quando tiver filhos', 'quando meus filhos crescerem', 'quando eu tiver um emprego fabuloso' ou 'quando encontrar um homem que me mereça', tudo isso serve apenas para nos distrair e nos fazer esquecer da felicidade de hoje. Esperar o príncipe encantado, por exemplo, tem coisa mais sem sentido? Mesmo porque quase sempre os súditos são mais interessantes do que os príncipes; ou você acha que a Camilla Parker-Bowles está mais bem servida do que a Victoria Beckham?

Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o momento, amigos. E quem for ruim de contas recorra à calculadora para ir somando as pequenas felicidades. Podem até dizer que nos falta ambição, que essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito modesta para os nossos tempos. Que digam. Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver eternamente em compasso de espera.