Páginas

Mostrando postagens com marcador relacionamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador relacionamento. Mostrar todas as postagens

14 de fevereiro de 2013

Valentine's Day pra mim também!

Hoje, 14 de fevereiro, é Valentine's Day. Uma data especial e comemorativa na qual se celebra a união amorosa entre casais. É muito comum nos Estados Unidos e, claro, aqui no Brasil há quem aproveite o ensejo para comemorar também, embora o nosso Dia dos Namorados, oficialmente, seja em 12 de junho. Como brasileiro gosta de festa, vamos comemorar duas vezes. Afinal, estamos celebrando o amor. Algo tão raro de ser ver hoje em dia...

Particularmente, tenho o que comemorar. Estou há pouco mais de um ano ao lado de uma pessoa maravilhosa, que mudou meu conceito de relacionamento. Um amigo, amante, companheiro e confidente. Com ele senti-me segura para me permitir viver a dois, debaixo de um mesmo teto, dividindo a "dor e a delícia" de um casamento dos tempos modernos. Defino isso como uma relação baseada no permitir-se ser feliz, com respeito e lealdade, sem se preocupar com as "convenções" da sociedade. E se é para ser feliz, que essa relação seja abençoada. Hoje e sempre... 

Feliz Valentine's Day!


28 de janeiro de 2013

Gratidão não é escravidão



Há muitas pessoas na minha vida a quem sou muito grata por ter me ajudado ou ainda me ajudar quando mais preciso; estar presente nos momentos difíceis; dar apoio, enfim. Pessoas que não esqueço, embora não conviva mais com algumas delas em função da distância geográfica ou mesmo porque as circunstâncias nos afastaram da convivência constante. Contudo, a pessoa está presente na memória e no coração, sempre!

Particularmente, não gosto de confundir gratidão com escravidão. Explicando melhor: porque a pessoa ajudou, apoiou, moveu (e ainda move) céus e terra por alguém, esse alguém se sente na "obrigação" de ser "devoto" da outra que o ajudou. E, nesse sentimento de "obrigação", muitas vezes inconsciente, desenvolve um relacionamento quase doentio com o outro e vice-versa. Um está sempre ajudando o outro, um está sempre com o outro, numa "pseudo simbiose", pois ambos acham que há vantagem na relação, quando, na verdade, há carência, necessidades não supridas, transferência de responsabilidades, culpa, rejeição, enfim... Tudo isso, menos gratidão.

Há uma diferença entre ser prestativo, porque isso é da sua personalidade, é da sua índole, e ser prestativo porque você quer a pessoa dependendo de você, ou "eternamente grata" a você. É aí que está o limite da escravidão, da relação nociva. E não reconhecer esse limite, ou a intenção da solidariedade que lhe foi prestada, pode gerar um abismo emocional no qual se desenvolve a "pseudo simbiose". Por trás da relação aparentemente sólida, bonita, de cumplicidade, há carências alimentando outras carências.

A gratidão genuína é desprovida de interesse, de obrigação, de culpa ou remorso. Ela não oprime, antes de tudo, é pura, leve, acontece naturalmente. Você se doa ao outro quando percebe que ele precisa, mesmo quando não pede sua ajuda. E quando pede, você move céus e terra para apoiá-lo, porque um dia ele fez algo por você e ainda fará se for preciso. Na gratidão não há dependência, porque a gratidão é livre para deixar o outro ir e voltar quando quiser, e para se deixar ir e voltar quando outro precisar.

2 de novembro de 2012

Masculino x feminino

Um vídeo de 70 minutos abordando os universos masculino e feminino. Simplesmente maravilhoso do primeiro ao último minuto. Vale a pena conferir e refletir...

5 de julho de 2012

Curso de formação de maridos

Outro dia li esta postagem no Facebook de uma prima (casada). Brincadeiras a parte, o curso, de fato, seria muito oportuno... rsrs


Curso de Formação de Maridos

Objetivo pedagógico: permite aos homens desenvolver a parte do corpo da qual ignoram a existência (o cérebro).

Módulo 1: Introdução (Obrigatório)
1 - Aprender a viver sem a mamãe. (2.000 horas)
2 - Minha mulher não é minha mãe. (350 horas)
3 - Entender que não se classificar para o Mundial não é a morte. (500 horas)

Módulo 2: Vida a dois
1 - Ser pai e não ter ciúmes do filho. (50 horas)
2 - Deixar de dizer impropérios quando a mulher recebe suas amigas. (500 horas)
3 - Superar a síndrome do 'o controle remoto é meu' (550 horas)
4 - Não fazer xixi fora do vaso. (1000 horas - exercícios práticos em vídeo)
5 - Entender que os sapatos não vão sozinhos para o armário. (800 horas)
6 - Como chegar ao cesto de roupa suja. (500 horas)
7 - Como sobreviver a um resfriado sem agonizar. (450 horas)

Módulo 3: Tempo livre
1 - Passar uma camisa em menos de duas horas. (exercícios práticos)

Módulo 4: Curso de cozinha
1 - Nível 1. (principiantes - os eletrodomésticos) ON/OFF = LIGA/DESLIGA
2 - Nível 2. (avançado) Minha primeira sopa instantânea sem queimar a panela.
3 - Exercícios práticos - Ferver a água antes de por o macarrão.

Cursos complementares
Por razões de dificuldade, complexidade e entendimento dos temas, os cursos terão no máximo três alunos.

1 - A eletricidade e eu: vantagens econômicas de contar com um técnico competente para fazer reparos.
2 - Cozinhar e limpar a cozinha não provoca impotência nem homossexualidade. (práticas em laboratório)
3 - Porque não é crime presentear com flores, embora já tenha se casado com ela.
4 - O rolo de papel higiênico: ele nasce ao lado do vaso sanitário? (biólogos e físicos falarão sobre o tema da geração espontânea)
5 - Como baixar a tampa do vaso passo a passo. (teleconferência)
6 - Os homens dirigindo, podem SIM, pedir informação sem se perderem ou correr o risco de parecerem impotentes. (testemunhos)
7 - O detergente: doses, consumo e aplicação. Práticas para evitar acabar com a casa.
8 - A lavadora de roupas: esse grande mistério.
9 - Diferenças fundamentais entre o cesto de roupas sujas e o chão. (exercícios com musicoterapia)
10 - A xícara de café: ela levita, indo da mesa à pia? (exercícios
Dirigidos por Mister M)
11 - Analisar detidamente as causas anatômicas, fisiológicas e/ou psicológicas que não permitem secar o banheiro depois do banho.

O curso é gratuito para homens solteiros e para os casados damos bolsas...

13 de abril de 2012

Ótima reflexão

Mais um desses emails que recebo e acho fantástico:

Crie filhos em vez de herdeiros. 
Dinheiro só chama dinheiro, não chama para um cineminha, nem para tomar um sorvete. 
Não deixe que o trabalho sobre sua mesa tampe a vista da janela. 
Não é justo fazer declarações anuais ao Fisco e nenhuma para quem você ama. 
Para cada almoço de negócios, faça um jantar à luz de velas. 
Por que as semanas demoram tanto e os anos passam tão rapidinho? 
Quantas reuniões foram mesmo esta semana? Reúna os amigos.
Trabalhe, trabalhe, trabalhe. Mas não se esqueça, vírgulas significam pausas...
...e quem sabe assim você seja promovido a melhor ( amigo / pai / mãe / filho / filha / namorada / namorado / marido / esposa / irmão / irmã.. etc.) do mundo!
Você pode dar uma festa sem dinheiro. Mas não sem amigos.
E para terminar: Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim, ele saberá o valor das coisas e não o seu preço.
Campanha publicitária do Citibank espalhada pela cidade de 
São Paulo por meio de outdoors 

26 de março de 2012

Amor patológico: mais comum do que a gente pensa...

Outro dia li uma reportagem interessante na edição 73 da revista Psique. Falava sobre amor patológico, que acontece quando uma pessoa embarca numa união simbiótica na tentativa de fugir da insuportável sensação de abandono. Consequência: "ela dirige toda atenção à pessoa amada, desdobrando-se em cuidados e gentileza que nunca cessam porque simplesmente ela não sabe como controlar o impulso de agradar o parceiro. Numa postura obcecada, aquele que vive esse amor não consegue mudar o foco: seu objeto de desejo torna-se prioridade, enquanto os outros interesses ficam em segundo plano". 

Este era o início do texto e de imediato consegui identificar algumas pessoas que passam (ou passaram por isso). Elas sofrem e fazem o outro, a quem acreditam amar, sofrer também.

Relacionamento não é fácil. É um aprendizado constante. Uma doação com limite - o limite da sua individualidade. Doar-se sem se anular. Doar-se para receber.

Relacionamento é troca com cumplicidade e respeito mútuos; troca esta que visa acrescentar. Relacionamento que subtrai, divide ou anula é doentio. É difícil assumir isso. Mas é o primeiro passo para querer sair da situação. Afirmo com "conhecimento de causa".

Quem se identificou com o tema, sugiro a leitura da reportagem na íntegra: Quando o amor vira doença 

Boa leitura!

19 de março de 2012

Para quê serve uma relação?



Compartilho hoje mais um desses textos que a gente lê aí na internet e acha bacana. 



Defendo a tese de que relacionamento é crescimento. Fugir de relacionamentos por medo de sofrer, de levar um fora ou por qualquer outra razão é comprometer seu auto-desenvolvimento. Relacione-se! Primeiro com você, depois com o outro. Conquiste-se para ser conquistada. 



Vamos à leitura...



Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela,  para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado. 
Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo enquanto você prepara uma omelete,  para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio sem que nenhum dos dois se incomode com isso. 
Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada e bonita a seu modo. 
Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa. 
Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem corpo um do outro quando o cobertor cair. 
Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro ao médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.
Drauzio Varella 





13 de fevereiro de 2012

Vulnerável, eu?

Tem dias que estou assim: uma chatice só!

Sou canceriana, mulher de fases, regida pela lua. Uma instabilidade emocional só! Chego a pensar que sou pentapolar, porque bipolar é pouco para minha variação de humor num só dia. Não tenho o menor constrangimento de assumir esse meu lado "negro".

No sábado estava naqueles dias que nem eu me suportava. Vá entender! Meu namorado, coitado, vai pro céu. Digo a ele: "só você pra me aturar". Ele ri e ainda me faz carinho. Mas, confessa: "nessas horas, meu bem, só saindo de perto e deixando você quietinha, sozinha..." E é isso mesmo que ele faz comigo. Homem esperto!

O bom de um relacionamento é quando você pode ser quem você é, com seus prós e contras, e ainda assim se sentir amada. É quando o outro entende que você necessita ter seu espaço e seu próprio tempo para gerir as emoções e fazer o que tem vontade... Sozinha! A isso eu chamo individualidade.

Depois do meu tempo, do meu espaço, da minha vontade satisfeita... Volto ao nós e ao "o que vamos fazer agora?".

E a vida prossegue... Cada um do seu jeito. Cada um com seus defeitos. Pares perfeitos!

4 de novembro de 2011

No início... Tudo são flores!


Início de relacionamento é sempre muito bom. É uma fase de conquista, conhecimento, tolerância. Melhor ainda quando constatamos, dia após dia, que apesar de todos os nossos defeitos e manias, a outra pessoa se dispõe a estar do nosso lado. A fase do "encantamento" é ótima por isto: o outro se torna o nosso desafio diário. E ter desafios é sempre o melhor dos estimulantes.

Mas, como em toda relação, há a fase do "desencantamento". Sei que ela vai chegar, inevitavelmente. Por isso, tenho procurado observar os pequenos detalhes (como boa perfeccionista que sou) desta fase inicial - encantadora! Ponto positivo por saber que temos os mesmos objetivos e já passamos por experiências de vida parecidas. Cicatrizes a parte, decidimos prosseguir. Essa cautela em não cometer os mesmos erros e, mesmo diante deles, sabermos como lidar consigo mesmo, com o outro e com a relação - a isso eu chamo maturidade emocional.

É a mesma maturidade que nos permite viver uma relação sem ansiedade, sem idealismo utópico, com os pés no chão e no desafio diário de contribuir para a alegria do outro...

Ufa! Isso é possível...

E é com essa mesma maturidade emocional que espero chegar na fase do "desencantamento" para poder continuar apreciando a beleza das rosas, mesmo com seus espinhos...

13 de outubro de 2011

Estado civil: mais feliz ainda!

O estado civil é algo que aguça a curiosidade das pessoas. Quando "escancarado" em alguma rede social, como Facebook e Orkut, desperta reações em forma de comentários muito interessantes.

Neste feriado alterei meu "status de relacionamento" no Facebook. Passei de "solteira" para "Em um relacionamento sério". Na prática, passei de "feliz" para "mais feliz ainda", porque estava muito bem solteira e vivendo a vida que uma pessoa "sem companhia" pode aproveitar com muito gosto. Sempre defendi a ideia de que dá para ser feliz sozinha, sim! Desde que você curta sua própria companhia.

Estar acompanhado é muito melhor, de fato, quando você já se resolveu consigo mesma, sabe o que quer e encara a realidade de forma simples, sem idealizar demais o outro e a própria relação. E tem que ser a verdadeira companhia, não aquele que só aparece quando quer sexo (linguagem aberta, mesmo, porque estou falando da vida como ela é) ou impressionar os amigos mostrando quem é a "pegada" da vez.

A alteração do meu "status de relacionamento" gerou vários comentários. Arrisco afirmar que alguns desejos de "boa sorte" são, na verdade, preocupações disfarçadas. Afinal, encontrar uma companhia decente, hoje em dia, é raro. Especialmente quando se tem um histórico de relações não muito feliz, mas que me gerou a maturidade que preciso para ousar arriscar.

Estou vivendo um dia de cada vez e aproveitando o que a verdadeira companhia pode oferecer de melhor. "Que seja eterno enquanto dure"... Não!

Que seja ótimo enquanto me fizer bem. No dia que não fizer, escrevo o "the end" e inicio uma nova história.

Adoro ser protagonista. Carpe Diem!

21 de setembro de 2011

Viva a imperfeição!

Mulheres adoram idealizar um relacionamento. Ou melhor, o parceiro para um relacionamento duradouro. Moreno, alto, bonito e sensual... E que seja, sim, a solução para os nossos problemas. Além de tudo isso, tem que ter carro, curso superior, ser bem sucedido profissionalmente (e financeiramente), gostar da família (isso inclui a sogra - nossa mãe!), ser romântico, atencioso, carinhoso... Resumindo: o homem perfeito!!!!

Difícil? Sim, é realmente difícil encontrar todas essas qualidades num homem só. Não vou dizer que é impossível, pois deve haver, sim, homem com todas essas características. Onde ele está? Certamente por aí, vagando pelo mundo atrás de aventuras amorosas, sem querer nada sério "por enquanto" - porque homens adoram usar esta palavra: por enquanto - ou caminhando de mão dada com outra mulher que o encontrou antes da gente.

Para ser sincera, acho que homens assim tornam-se sem graça com o tempo, porque perfeição demais cansa, afinal gera insegurança, competição, inveja... Em contrapartida, homens com seus defeitos nos estimulam a ser "agentes de mudança", quem sabe ele muda por nossa causa? Não que iremos mudar alguém, porque ninguém muda outra pessoa, se ela não desejar isso, mas podemos ser o estímulo para a mudança, por que não?! O defeito dele pode ser justamente aquilo que nos atraiu! E mais, eu posso ser a solução para seu defeito, e vice-versa, ou você acha que é uma "mulher perfeita", meu bem?!

Sejamos realistas, podemos esperar o homem perfeito aparecer. Uma hora ele sai do "por enquanto" e diz a você: "é agora ou nunca". Tudo é possível e se você é uma mulher "de fé", vá em frente! Ou podemos nos divertir com os imperfeitos, mas que nos tratam como rainhas, que nos dão carinho, nos fazem rir (mulheres adoram homens com senso de humor), querem estar ao nosso lado inclusive nos sábados à noite, dormir agarradinho, ver filme abraçadinho, caminhar de mãos dadas, enfim, ser aquela pessoa que vai roubar nossa solidão e, em troca, oferecer a verdadeira companhia!

É, depois de experimentar tudo isso, acho que o perfeito pode estar, sim, no imperfeito! O importante é ser feliz!

12 de setembro de 2011

De repente, acontece!

De repente, quando você menos espera, acontece!

Você se permite conhecer, deixa os pré-julgamentos de lado, decide ir com calma e vai descobrindo que ali, a sua frente, está uma pessoa do bem.

Uma pessoa com seus defeitos e limitações. Mas alguém que decidiu ser feliz, assim como você. Alguém que se superou, que insistiu, foi adiante, arriscou. Alguém que você não teria oportunidade de conhecer se optasse agir como sempre agiu. Ou se deixasse que seus medos ou pré-conceitos decidissem suas escolhas.

Às vezes, precisamos agir de maneira diferente para encontrar alguém que nos faz bem, que nos faz rir. Alguém com os mesmos objetivos e pensamentos. Alguém que... Nos mereça!

Eu precisei me permitir e dar permissão para que isso acontecesse. Auto-conhecimento foi o primeiro passo. O segundo foi permitir que os outros me conheçam - com meus limites, defeitos, manias, fortalezas... Diferenciais. Não ter vergonha de ser quem eu sou.

Arrisquei. Acreditei.
Estou feliz.

Vamos ver no que dá!

31 de agosto de 2011

A contradição da vida a dois

Gosto de observar o comportamento de casais - namorados, noivos, marido/mulher - e acho interessante a reação das pessoas quando a emoção toma conta. Seja homem ou mulher, quando a tal da emoção, ou do sentimentalismo, entra em cena, as atitudes não se explicam, nem se justificam. Apenas acontecem. Simples assim. Vá entender...

Na hora da raiva, ou da frustração, que não deixam de ser emoções, a razão, disfarçada, dita a regra: serei mais firme, darei mais valor a mim, vou mostrar que tipo de pessoa sou e ele (ou ela) terá que me "engolir". Ame-me ou deixe-me!

Basta algumas palavras de elogio, um carinho diferente, ou apenas satisfazer nossas vontades, para tudo isso ir pro saco, bem amarrado e com direito a reciclagem - numa próxima frustração. Firmeza? Mas nós conversamos, estabeleci limite. Valor? Sim, ele (ou ela) me valoriza, tanto que continua comigo. "Engolir"? Sim, ele está agindo conforme eu quero!

E ainda tem gente que preza pela liberdade na relação. Irônico, mas é a mesma liberdade que sufoca, desgasta, aprisiona, porque há pessoas que não sabem o que fazer com a liberdade. Pergunto: quando é a emoção que aprisiona, há espaço para liberdade?

Enfim, não dá, realmente, para entender as emoções. Apenas vivê-las. Cada um sabe "a dor e a delícia" de estar num relacionamento. E cada um tem a sua justificativa, convincente ou não! Como ouvi, ontem, de um rapaz: "não posso perder minha namorada, pois vida de solteiro é cara demais".

Tem um ditado que diz: "se quiser conhecer o ser humano, dê poder a ele". Acho que na relação, o que funciona não é o poder, mas a tal liberdade. Portanto, se quiser conhecer o seu companheiro/companheira, dê liberdade e veja o que é capaz de fazer com ela (tendo ou não emoção).

8 de agosto de 2011

Isto, sim, é o diálogo de uma mulher... Especial:


Era uma vez uma menina, que tinha cabelos vermelhos e um sorriso largo...
Ela morava pertinho da Alice, quase no País das Maravilhas... 
Na terra dessa menina tinha muitas coisas legais... e ela tinha um malindo (lindo), dois cachorros (lindos) e amigas...
Hoje a menina acordou e começou a pensar nos amigos... Pensou, pensou, escreveu no diário e cochilou... 
Quando entrei, o diário estava aberto... e eu li (ops!) Era tudo tão bonito que eu queria que vocês vissem...
Mas é segredo!! ... Foi quase como abrir o coração dela... 
Apesar que... se vocês são amigas dela... já devem saber o quanto ela as ama...
Vejam que lindo...

"Sandrita... minha amiga guerreira. Uma mulher linda, com brilho nos olhos e um enorme coração... Foi com ela que aprendi que existe sempre outro lado prá tudo nessa vida... Aprendi a ter força, a acreditar em mim e no que eu tenho de melhor... Aprendi que no meio da tempestade, sempre há algo melhor... e vem a bonança e vem a tempestade e vem a calmaria e vem a tempestade... E assim a vida e sempre será... basta saber olhar o outro lado... Essa mulher/menina é uma mistura de leveza e força, de simplicidade e energia, e amor... de amor a ela mesma... E quando eu penso que está tudo perdido... ela sempre tem uma palavra que acalenta o meu inquietar... Sandritaaaa... vou sentir falta das nossas conversas, desabafos, fofocas, cumplicidades, risadas, chororôs... mas tenho certeza que o que construímos juntas não vai acabar... a menos que a internet no mundo acabe rsss...

Elô... minha amiga serena. Linda, amorosa, paciente, cuidadosa... Abriu as portas da sua vida prá mim como se já nos conhecêssemos... Me deu a oportunidade de aumentar minha família, compartilhando comigo uma mãe maravilhosa, uma doce irmã e uma liiiindaaaa e querida cachorrinha. Aprendi com ela a esperar e a ter esperança de que tudo vai melhorar. E que os dias são breves, mas o amanhã a Deus pertence.. Basta confiar Nele... Elô... sentirei falta "bom dia amiga, como você está?" que eu não sei mais ligar meu Skype sem dizer isso a você! Sentirei falta de te perguntar 30 vezes a mesma senha e nunca anotar... sentirei falta das ligações e dos conselhos mútuos... Ainda vou voltar a Uberlândia, comer uma comida boa da Tia Coraci com você e conversar sobre a vida e sobre nós...

Cris... minha amiga surpreendente. Apareceu como uma estrela cadente... Mas ainda bem que caiu no meu quintal! Nunca te olhei nos olhos, mas já te vi por dentro, dentro do coração. Aprendi com você que nem sempre é preciso saber tudo sobre alguém prá amá-lo... basta ter certeza de que tudo é sincero e simples... Agradeço a Deus por ter te colocado no meu caminho... ter me presenteado com sua doçura, calma e carinho... desejo que você se desenvolva mais e mais, pois com essa força de vontade você vai muito mais longe que imagina.

Isa... minha amiga decidida! né? Aprendi que idade não equivale a maturidade e que a primeira impressão não é a que fica. Foi a ela que ensinei o que eu sabia sobre crescer e cresci mais ainda quando vi que não sabia tanto assim... Sentirei tanta falta de perguntar as coisas óbvias e depois responder a mim mesma... de contar segredos esdrúxulos e histórias hilárias que até mesmo eu duvido que aconteceram... Senti a dor da partida e o peso do cansaço em cada vez que você me viu "prever" com minha bola de cristal o próximo capítulo da nossa novela. Obrigada pelo carinho, companheirismo, ternura, paciência e obrigada por me dizer tantas palavras lindas quando eu sentei e chorei..."

Isso era o que a menina dizia sobre as amigas dela... e depois que eu li eu também chorei... e senti como se um pedacinho de vocês estivesse ali em cada palavra daquelas...
A próxima página do diário da menina do cabelo vermelho estava em branco... acho que ela ainda não escreveu mais...
Tem uma semana que eu li isso tudo e só hoje consegui copiar prá vocês... Tava doendo muito (e ainda está)...
Mas a história continua... 
Ainda temos muito ainda até chegar no "viveram felizes para sempre"...

Por enquanto... vamos ficando com o "era uma vez".

Cyntia Carvalho 

23 de julho de 2011

Comprometido ou envolvido?

 As pessoas querem estar envolvidas, mas não comprometidas. 


Li essa frase outro dia e ela me deu respostas para muitas indagações.

Na área profissional, pra quê se comprometer e correr o risco de não ser valorizado? Pra quê trabalhar dia e noite se o salário no final do mês será o mesmo? Pra quê vestir a camisa se amanhã ou depois posso ser mandado embora? Afinal, ninguém é insubstituível! Mas é bom estar envolvido - pra dizer que tenho um emprego (embora não queira bem o trabalho), porque hoje em dia "você é o que você faz", porque traz dignidade e, claro, porque tenho dinheiro todo mês pra pagar minhas contas. Conclusão: compromisso é para quem ama o que faz. Envolvimento é para quem apenas faz... Pela metade!

Comprometer-se na área pessoal é ainda mais complicado, porque compromisso acaba referindo-se, equivocadamente, à obrigação. E, convenhamos, quem gosta de fazer algo obrigado? Liberdade é a palavra de ordem dessa geração. Livre para ser de quem quiser, para ligar a hora que quiser, para sair e voltar quando quiser, para fazer o que quiser. Envolvimento é liberdade. Compromisso é prisão. Será?

Mais uma vez chego a conclusão de que compromisso é para quem ama. Não amor-sentimento, mas amor-comportamento (atitude). E comportamento é escolha. Você escolhe ser livre ou ser prisioneiro em função da sua visão sobre uma determinada situação. E a sua visão pode estar distorcida.

Estar envolvido é ótimo! Estar comprometido é "pesado" demais! Essa é sua visão. E eu respeito, porque ela carrega sua história de vida (ou suas escolhas passadas). Se está certa ou não, não me atrevo a dizer. Não sou dona da verdade.

O que me atrevo a dizer é: estar envolvido e comprometido, ao mesmo tempo, pode ser melhor ainda, quando as duas visões estão focando na mesma direção, no mesmo alvo. Não importa o retorno que terei, mas o fim que queremos (porque estamos na mesma visão) atingir.

Isso vale tanto para o pessoal, como para o profissional.

Qual é a sua visão?

27 de junho de 2011

Você tem medo de quê?

Nessas minhas viagens, e até mesmo aqui na minha cidade, observando o comportamento humano (algo que virou meu hobby), aprendi algo interessante...

É preciso enfrentar nossos medos e conhecer bem nossos limites antes de tomar qualquer decisão. Esconder-se, fugir ou fingir que eles não existem só os fortalece. E lá na frente, quando a decisão foi tomada, e algumas vezes não há como voltar atrás, esses medos ressurgem, maiores, ferozes, querendo o que foi "adormecido" lá atrás. E então, o que fazer com eles?

Medos, inseguranças, falta de posicionamento... Aprender a dar nome a cada um deles (Medo de quê? Insegurança por quê? Não me posiciono no quê?) é ter coragem de ser quem você é.

É o caminho para o amor próprio e, consequentemente, para o amor ao próximo, no sentido real e sublime da palavra.

Isso sim é identidade!
Isso sim é ser HUMANO!

4 de maio de 2011

Quem disse que homens não escrevem aqui?

Achei esse texto navegando pela net. Quando terminei de ler pensei: "Putz, isso parece Diálogo de Mulheres". E tomou um gostinho especial quando vi que foi escrito por um homem. É um pouco longo, eu sei, mas vale a pena um esforço!

Sim, os homens também escrevem aqui!

Com vocês,
"O que as mulheres fazem quando estão com elas mesmas"

Por Ivan Martins, editor executivo da Revista Época


Ontem eu levei uma bronca da minha prima. Como leitora regular desta coluna, ela se queixou, docemente, de que eu às vezes escrevo sobre “solidão feminina” com alguma incompreensão.

Ao ler o que eu escrevo, ela disse, as pessoas podem ter a impressão de que as mulheres sozinhas estão todas desesperadas – e não é assim. Muitas mulheres estão sozinhas e estão bem. Escolhem ficar assim, mesmo tendo alternativas. Saem com um sujeito lá e outro aqui, mas acham que nenhum deles cabe na vida delas. Nessa circunstância, decidem continuar sozinhas.

Minha prima sabe do que está falando. Ela foi casada muito tempo, tem duas filhas adoráveis, ela mesma é uma mulher muito bonita, batalhadora, independente – e mora sozinha.

Ontem, enquanto a gente tomava uma taça de vinho e comia uma tortilha ruim no centro de São Paulo, ela me lembrou de uma coisa importante sobre as mulheres: o prazer que elas têm de estar com elas mesmas.

“Eu gosto de cuidar do cabelo, passar meus cremes, sentar no sofá com a cachorra nos pés e curtir a minha casa”, disse a prima. “Não preciso de mais ninguém para me sentir feliz nessas horas”.

Faz alguns anos, eu estava perdidamente apaixonado por uma moça e, para meu desespero, ela dizia e fazia coisas semelhantes ao que conta a minha prima. Gostava de deitar na banheira, de acender velas, de ficar ouvindo música ou ler. Sozinha. E eu sentia ciúme daquela felicidade sem mim, achava que era um sintoma de falta de amor. 
Hoje, olhando para trás, acho que não tinha falta de amor ali. Eu que era desesperado, inseguro, carente. Tivesse deixado a mulher em paz, com os silêncios e os sais de banho dela, e talvez tudo tivesse andado melhor do que andou.

Ontem, ao conversar com a minha prima, me voltou muito claro uma percepção que sempre me pareceu assombrosamente evidente: a riqueza da vida interior das mulheres comparada à vida interior dos homens, que é muito mais pobre.

A capacidade de estar só e de se distrair consigo mesma revela alguma densidade interior, mostra que as mulheres (mais que os homens) cultivam uma reserva de calma e uma capacidade de diálogo interno que muitos homens simplesmente desconhecem.

A maior parte dos homens parece permanentemente voltada para fora. Despeja seus conflitos interiores no mundo, alterando o que está em volta. Transforma o mundo para se distrair, para não ter de olhar para dentro, onde dói.

Talvez por essa razão a cultura masculina seja gregária, mundana, ruidosa. Realizadora, também, claro. Quantas vuvuzelas é preciso soprar para abafar o silêncio interior? Quantas catedrais para preencher o meu vazio? Quantas guerras e quantas mortes para saciar o ódio incompreensível que me consome?

A cultura feminina não é assim. Ou não era, porque o mundo, desse ponto de vista, está se tornando masculinizado. Todo mundo está fazendo barulho. Todo mundo está sublimando as dores íntimas em fanfarra externa. Homens e mulheres estão voltados para fora, tentando fervorosamente praticar a negligência pela vida interior – com apoio da publicidade.

Se todo mundo ficar em casa com os seus sentimentos, quem vai comprar todas as bugigangas, as beberagens e os serviços que o pessoal está vendendo por aí, 24 horas por dia, sete dias por semana? Tem de ser superficial e feliz. Gastando – senão a economia não anda.

Para encerrar, eu não acho que as diferenças entre homens e mulheres sejam inatas. Nós não nascemos assim. Não acredito que esteja em nossos genes. Somos ensinados a ser o que somos.

Homens saem para o mundo e o transformam, enquanto as mulheres mastigam seus sentimentos, bons e maus, e os passam adiante, na rotina da casa. Tem sido assim por gerações e só agora começa a mudar. O que virá da transformação é difícil dizer.

Mas, enquanto isso não muda, talvez seja importante não subestimar a cultura feminina. Não imaginar, por exemplo, que atrás de toda solidão há desespero. Ou que atrás de todo silêncio há tristeza ou melancolia. Pode haver escolha.

Como diz a minha prima, ficar em casa sem companhia pode ser um bom programa – desde que as pessoas gostem de si mesmas e sejam capazes de suportar os seus próprios pensamentos. Nem sempre é fácil. 

7 de março de 2011

O erro das mulheres

Em meio à folia do carnaval, chegou as minhas mãos uma entrevista interessante com uma consultora amorosa (sim, existe essa profissão). O tema da reportagem era sedução e entre os vários trechos de uma entrevista que em princípio parecia tratar de um assunto banal, um deles me chamou a atenção:

O maior erro das mulheres é a forma como encaram o amor. A tendência é sempre colocar o amor e os relacionamentos como princípio-fim da vida. E os homens não fazem isso.  As mulheres têm a responsabilidade de ter uma relação feliz porque centram a vida no amor, delegando todas as partes de seu cotidiano aos homens. Estes, por sua vez, nunca preenchem todos os espaços de sua vida com o relacionamento amoroso. 
Eu comparo isso a uma pizza. Na vida do homem cada fatia é de um assunto. Tem os amigos, o trabalho, o futebol. O amor é só uma dessas fatias. E eles não morrem quando não podem ir ao jogo, porque têm outras coisas em foco. Já a pizza das mulheres só tem um sabor. E aí ela entra em depressão, nem vai ao trabalho quando o cara não liga, porque o relacionamento ocupa a vida inteira dela. Quando conseguimos distribuir a nossa pizza com sabedoria - uma fatia para cada assunto - teremos a tranquilidade tão sonhada.


Achei a comparação acima perfeita e é o que tenho discutido com algumas amigas "ansiosas" por um casamento em meio a uma rotina tão sem compromisso hoje em dia. Muitas de nós encaram o casamento como o prêmio final de uma vida, ou como nas histórias de cinema - o "final feliz". A recompensa por sermos tão "boazinhas", tão "educadas", tão "batalhadoras", tão "mulher"...

E abrimos mão de outras áreas da vida em busca desse tão sonhado "prêmio"... Que muitas vezes é um "presente de grego".

Tenho aprendido a dividir o meu pedaço de pizza com assuntos que me agradam - família, academia, cinema, leitura, amigos, cursos, trabalho... E tenho sido, sim, mais feliz. Pra mim, hoje, vale o lema: "Paz e arroz. Amor vem depois".

Na verdade, o tão "sonhado" amor eu achei - amando a mim mesma!


Para quem quiser ler a entrevista na íntegra, acesse: "A sedução não é moderna"

24 de fevereiro de 2011

Lições de um casamento desfeito

A separação devolveu minha identidade, resgatou minha autoestima e fortaleceu minha capacidade de gerir as frustrações.

Paradoxalmente, foi necessário perder algo que sonhei a vida toda para ganhar o que vai mudar minha vida daqui pra frente.
 
É estranho como o casamento, muitas vezes, anula nossa própria individualidade. Passamos a viver o outro e a abrir mão gradativamente de nós mesmas. E olha que tem muita mulher que ainda não casou e já vive isso no noivado ou mesmo no namoro.

Somos "roubadas", ou "sugadas" pelo prazer (?) de estar com o outro, ou simplesmente pelo alívio (?) de não pertencermos ao grupo das "encalhadas". Achamos que isso é amor, paixão... Quando na verdade é ilusão, ou melhor, fuga de nós mesmas! Por que nos subestimamos tanto?

Admiro casais que superaram essa armadilha e mantêm intactos suas individualidades. Preservam o direito (acho até que deveria ser um dever) de sair com os amigos ou mesmo sozinhos; alimentam os prazeres individuais saudáveis, coisas que faziam quando eram solteiros e não prejudicavam ninguém; sabem viver o "eu" sem atingir negativamente o "nós". E, principalmente, sabem viver o "nós" sem anular o "eu".

Relação baseada na confiança, no respeito, na cumplicidade...

Relação fundamentada no amor próprio, porque só quando atingimos esse patamar conseguimos amar o outro sem abrir mão de nós mesmas.


Sim, a separação também me fez entender isso!

21 de fevereiro de 2011

Matemática das relações

Ainda nos meus "vinte e poucos anos" sonhava em casar com um homem lindo, numa igreja linda, um bolo lindo... Tudo lindo!
E ainda achava que, ao me casar, todos os meus problemas seriam resolvidos e seria... Tudo lindo!

Com 28 anos eu me casei.
A igreja estava linda!
O bolo estava lindo (e delicioso)!
E o noivo, bom... Ele não era tão lindo assim, embora eu só tenha percebido isso depois que a paixão foi embora e a gente passa a "enxergar" melhor.

Os problemas? Bom, eles só aumentaram.
E a vida... Uau, esta não ficou nada linda!

O fato é que nós mulheres sonhamos com alguém que nos complete. Que seja nossa "tampa da panela". Mas, num mundo de hoje, onde impera a lei que diz "ninguém é de ninguém", e para piorar ainda tem muita gente "saindo do armário", muitas vezes a nossa "tampa da panela" já está por aí, tapando outra panela.

Hoje, não mais casada, desisti de procurar alguém que me complete.
Quero, agora, alguém que me acrescente.
Porque tenho descoberto, a cada dia, o valor da minha própria companhia.

É, se não for para somar, eu subtraio da minha vida. Simples assim!

Casar de novo?
Bom, aí a matemática é outra: só se for para multiplicar...