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1 de março de 2011

Aquilo que não me mata, fortalece-me



Há alguns meses atrás passei por um período tenso de mudanças - mudança de estado civil, de cidade, um ritmo de trabalho alucinante, mãe internada na UTI em estado grave, situação financeira na berlinda... Na época pensei que não fosse conseguir sobreviver a tanta pressão. A sensação era de estar num quarto minúsculo e as paredes se movendo em minha direção, a ponto de me esmagar a qualquer hora. 

Nessas horas precisamos, sim, de um escape. Além de recorrer à espiritualidade, claro, porque nesses momentos, só Deus mesmo! E muitas vezes falta fé... Falta dinheiro, falta saúde, falta autoestima, falta tudo!!! Você vive em função dos outros e, graças a Deus (sim, Ele estava dando conta do recado!), tinha sempre alguém por perto para me socorrer nos momentos mais "tenebrosos".

Optei por focar em mim, elaborar meus sentimentos, dar um tempo para a vida (que insistia em correr velozmente) e não ligar para as críticas explícitas ou silenciosas. Afinal, só eu mesma sabia por que doia, onde doia e qual era o meu limite.

Hoje, percebo que tudo o que mais me torturava serviu de alimento.

Olho para trás e concluo que o sofrimento não vem de enfrentar a dificuldade, pois tudo o que acontece é exatamente o que necessitamos para crescer. O sofrimento vem de "sofrer sem aprender a lição".

Quando eu decidi tirar proveito da situação, aprendi mais de uma lição:
  1. "Nunca perca a sensibilidade, mesmo que a vida o ensine por meio de dolorosas experiências. O segredo é manter a beleza austera do autoaprimoramento. Pois é isso que atrai a prosperidade e os verdadeiros amigos".
  2. "Virá a nós o que já nos pertence e aquilo para o qual estamos verdadeiramente preparados para alcançar".
  3. "Onde não houver decisões firmes na sua trajetória, a vida insistirá em fazê-lo recobrar a consciência de quem você é de verdade: senhor do destino". 
Hoje entendo: aquilo que não me mata, fortalece-me. Meu sofrimento foi o treinamento que precisava, na medida exata! 

Perdi, perdi muito e perdi feio. Mas o que ganhei não tem preço!

24 de fevereiro de 2011

Lições de um casamento desfeito

A separação devolveu minha identidade, resgatou minha autoestima e fortaleceu minha capacidade de gerir as frustrações.

Paradoxalmente, foi necessário perder algo que sonhei a vida toda para ganhar o que vai mudar minha vida daqui pra frente.
 
É estranho como o casamento, muitas vezes, anula nossa própria individualidade. Passamos a viver o outro e a abrir mão gradativamente de nós mesmas. E olha que tem muita mulher que ainda não casou e já vive isso no noivado ou mesmo no namoro.

Somos "roubadas", ou "sugadas" pelo prazer (?) de estar com o outro, ou simplesmente pelo alívio (?) de não pertencermos ao grupo das "encalhadas". Achamos que isso é amor, paixão... Quando na verdade é ilusão, ou melhor, fuga de nós mesmas! Por que nos subestimamos tanto?

Admiro casais que superaram essa armadilha e mantêm intactos suas individualidades. Preservam o direito (acho até que deveria ser um dever) de sair com os amigos ou mesmo sozinhos; alimentam os prazeres individuais saudáveis, coisas que faziam quando eram solteiros e não prejudicavam ninguém; sabem viver o "eu" sem atingir negativamente o "nós". E, principalmente, sabem viver o "nós" sem anular o "eu".

Relação baseada na confiança, no respeito, na cumplicidade...

Relação fundamentada no amor próprio, porque só quando atingimos esse patamar conseguimos amar o outro sem abrir mão de nós mesmas.


Sim, a separação também me fez entender isso!

21 de fevereiro de 2011

Matemática das relações

Ainda nos meus "vinte e poucos anos" sonhava em casar com um homem lindo, numa igreja linda, um bolo lindo... Tudo lindo!
E ainda achava que, ao me casar, todos os meus problemas seriam resolvidos e seria... Tudo lindo!

Com 28 anos eu me casei.
A igreja estava linda!
O bolo estava lindo (e delicioso)!
E o noivo, bom... Ele não era tão lindo assim, embora eu só tenha percebido isso depois que a paixão foi embora e a gente passa a "enxergar" melhor.

Os problemas? Bom, eles só aumentaram.
E a vida... Uau, esta não ficou nada linda!

O fato é que nós mulheres sonhamos com alguém que nos complete. Que seja nossa "tampa da panela". Mas, num mundo de hoje, onde impera a lei que diz "ninguém é de ninguém", e para piorar ainda tem muita gente "saindo do armário", muitas vezes a nossa "tampa da panela" já está por aí, tapando outra panela.

Hoje, não mais casada, desisti de procurar alguém que me complete.
Quero, agora, alguém que me acrescente.
Porque tenho descoberto, a cada dia, o valor da minha própria companhia.

É, se não for para somar, eu subtraio da minha vida. Simples assim!

Casar de novo?
Bom, aí a matemática é outra: só se for para multiplicar...

17 de fevereiro de 2011

Vítima ou guerreira?

Já passei "poucas e boas" na mão dos homens. Fui traída, desvalorizada, preterida...
Aí um belo dia eu acordei cansada de ser vítima. Então, decidi ser guerreira.

E descobri o por quê.

Vítimas sonham, guerreiras conquistam.

15 de fevereiro de 2011

Deixe a sua luz brilhar

No meu encontro de coaching desta semana li um texto do Nelson Mandela (cuja história de vida me inspira absurdamente) que simplesmente "desmoronou" minha alma. Tudo, ali, reflete o que vivo hoje e me encoraja a seguir adiante, superando meus próprios limites. Agora, verdadeiramente, ninguém me segura!
Nosso pior medo não é sermos inadequados, nosso mais profundo medo é sermos poderosos demais. É nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos assusta.
Nós nos perguntamos: quem eu sou para ser brilhante, magnífico, talentoso e fabuloso? De fato, quem é você para não ser isso?
Você é um filho, uma filha de Deus; essa sua brincadeira de se esconder não serve ao mundo. Não há nenhuma iluminação no fato de se encolher ou se diminuir para que os outros não se sintam inseguros perto de você.
Nós nascemos para manifestar a glória de Deus dentro de nós. Ela não está somente dentro de alguns de nós, está em todos nós, e conforme deixamos que nossa própria luz brilhe, inconscientemente damos permissão para que os outros façam o mesmo.
Conforme nos libertamos dos nossos medos, nossa presença automaticamente liberta o medo dos outros.
NELSON MANDELA - Discurso de posse na presidência da África do Sul,1994.

12 de fevereiro de 2011

Minha inspiração

Assistindo ao filme Invictus, um trecho, em especial, chamou minha atenção, pois reflete meu propósito de vida.

"Inspiração é encontrar algo que motiva você a sair do momento atual. Alguma coisa que altera seus pensamentos e ações". 

Bom, quem conhece minha história entendeu tudo agora.

Diante dos desafios, indentifique seus sentimentos, elabore-os, supere a perda, perdoe.

Depois, siga em frente consciente de que "para erguer uma nação, precisamos superar nossas expectativas".

Trocando em miúdos: Para reescrever a minha história, foi preciso gerir minhas expectativas e canalizar minhas frustrações para algo positivo. Deu no que deu... Sou uma outra pessoa - mais feliz, mais leve, mais segura, realizada!

Vale a pena conferir.

8 de fevereiro de 2011

A felicidade é um estado mágico e duradouro?

Recebi outro e-mail "daqueles" que vale a pena publicar aqui, porque é a cara do "Diálogo de Mulheres" e tem tudo a ver com as últimas conversas que venho tendo com uma amiga-irmã. Tenho certeza que ela vai assinar embaixo.

O texto é de Leila Ferreira, jornalista, apresentadora de TV e autora do livro "Mulheres - Por que será que elas...?", da Editora Globo. Eu cortei pequenas partes para não ficar muito extenso, porém isso não prejudicou o entendimento da mensagem que o texto almeja passar. Quem quiser ver na íntegra, é só jogar no Google (simples assim!).

Bem, o texto fala sobre felicidade. Hummm... Sem mais o que comentar.




Minimamente feliz - A felicidade é mesmo
um estado mágico e duradouro?

A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Li essa frase num outdoor em Paris e soube, naquele momento, que meu conceito de felicidade tinha acabado de mudar. Eu já suspeitava que a felicidade com letras maiúsculas não existia, mas dava a ela o benefício da dúvida. Afinal, desde que nos entendemos por gente aprendemos a sonhar com essa felicidade no superlativo. Mas ali, vendo aquele outdoor estrategicamente colocado no meio do meu caminho (que de certa forma coincidia com o meio da minha trajetória de vida), tive certeza de que a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os contos de fadas e os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.

Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas. Um pôr-de-sol aqui, um beijo ali, uma xícara de café recém-coado, um livro que a gente não consegue fechar, um homem que nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir. São situações e momentos que vamos empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem alegrias de pequeno e médio porte e até grandes (ainda que fugazes) alegrias.

Uma empresária que conheci recentemente me contou que estava falando e rindo sozinha quando o marido chegou em casa. Assustado, ele perguntou com quem ela estava conversando: 'Comigo mesma', respondeu. 'Adoro conversar com pessoas inteligentes'. Criada para viver grandes momentos, grandes amores e aquela felicidade dos filmes, a empresária trocou os roteiros fantasiosos por prazeres mais simples e aprendeu duas lições básicas: que podemos viver momentos ótimos, mesmo não estando acompanhadas e que não tem sentido esperar até que um fato mágico nos faça felizes.

Esperar para ser feliz, aliás, é um esporte que abandonei há tempos. E faz parte da minha 'dieta de felicidade' o uso moderadíssimo da palavra 'quando'. Aquela história de 'quando eu ganhar na Mega Sena', 'quando eu me casar', 'quando tiver filhos', 'quando meus filhos crescerem', 'quando eu tiver um emprego fabuloso' ou 'quando encontrar um homem que me mereça', tudo isso serve apenas para nos distrair e nos fazer esquecer da felicidade de hoje. Esperar o príncipe encantado, por exemplo, tem coisa mais sem sentido? Mesmo porque quase sempre os súditos são mais interessantes do que os príncipes; ou você acha que a Camilla Parker-Bowles está mais bem servida do que a Victoria Beckham?

Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o momento, amigos. E quem for ruim de contas recorra à calculadora para ir somando as pequenas felicidades. Podem até dizer que nos falta ambição, que essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito modesta para os nossos tempos. Que digam. Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver eternamente em compasso de espera.



3 de fevereiro de 2011

Vai deixar a vida te levar?



Se tem algo que não consigo entender é quando alguém diz: "eu deixo a vida me levar...". Ou melhor, entendo, sim! Mas é uma compreensão exagerada, talvez...

Sempre acreditei que nós temos o poder de interferir no nosso destino, pois a vida é feita de escolhas, cada uma delas tem seu preço e o que decidimos hoje ecoa-se pela eternidade. Particularmente, não consigo ficar tanto tempo na "inércia", deixando a vida me levar por caminhos que, muitas vezes, não quero pra mim. Posso até, por fraqueza ou impedimento de qualquer outra ordem, permitir que a "vida me leve" provisoriamente, mas não por tanto tempo.

Então me levanto, me sacudo, me posiciono... Grito "alto lá!". Sim, eu sou protagonista da minha história. Sou eu quem decido que rumo tomar.

Fico imaginando quão monótona deve ser a vida de quem "deixa a vida levar".  A pessoa está ali, às vezes parada, às vezes indo para onde "o vento está soprando", vivendo o que aparecer, sofrendo com o não sei o quê... "Esperando a morte chegar" - e talvez a pessoa já tenha morrido e não sabe! Alô, tem alguém aí?

Em compensação, quem "leva a vida", torna-se líder de si mesmo. Desfaz-se dos problemas, cria outros, perde a guerra, vence a batalha, grita, chora, ri... Mas está ali bem consciente do que quer para si e onde quer chegar. Não há história triste que não possa tomar um rumo diferente. Não há situação complicada que não possa ser resolvida. Não há lamento que não possa se transformar em canto... Só depende de você.

Vai deixar a vida te levar?

O amanhã só começa para quem decide se levantar.

22 de janeiro de 2011

Ele quem mesmo?

Recebi o texto abaixo de uma amiga minha. Não sei quem é a autora (e nem minha amiga sabe). Mas achei muito bom e é a pura verdade: quando cuidamos de nós mesmas e decidimos ser feliz, percebemos o real significado de ser "sol(in)teira". 

Sim, ser solteira é isto: é ser inteira! 
É amar a nós mesmas, é ser feliz com nossa própria companhia, é nos sentirmos plena, sem precisar transferir para outra pessoa essa responsabilidade. Ninguém pode ser responsável pela nossa felicidade, além de nós mesmas! 

Quando alcançamos essa percepção e a vivemos, aprendemos a gerir as expectativas de um relacionamento que apostamos, investimos e... Não dá certo!

Aprendi que o sucesso de uma relação não depende só de uma pessoa querer, apostar, investir. Se você fez tudo isso e ainda acredita ser a melhor companhia que a outra pessoa poderia ter, então, querida, levanta a cabeça, sacode a poeira e dá a volta por cima. 

O que você "acha" que perdeu agora, pode ser o motivo do seu sucesso na próxima relação.

Vamos ao texto...




Depois de um bom tempo dizendo que eu era a mulher da vida dele, um belo dia eu recebo um e-mail dizendo "olha, não dá mais".

Tá certo que a gente tava quase se matando e que o namoro já tinha acabado mesmo, mas não se termina nenhuma história de amor (e eu ainda o amava muito) com um e-mail, não é mesmo? Liguei pra tentar conversar e terminar tudo decentemente e ele respondeu "mas agora eu tô comendo um lanche com amigos".


Enfim, fiquei pra morrer algumas semanas até que decidi que precisava ser uma mulher melhor para ele. Quem sabe eu ficando mais bonita, mais equilibrada ou mais inteligente, ele não voltava pra mim? Foi assim que me matriculei simultaneamente numa academia de ginástica, num centro budista e em um curso de cinema.


Nos meses que se seguiram eu me tornei dos seres mais malhados, calmos, espiritualizados e cinéfilos do planeta. E sabe o que aconteceu? Nada, absolutamente nada, ele continuou não lembrando que eu existia. Aí achei que isso não podia ficar assim, de jeito nenhum, eu precisava ser ainda melhor pra ele, sim, ele tinha que voltar pra mim de qualquer jeito.

Decidi ser uma mulher mais feliz, afinal, quando você é feliz com você mesma, você não põe toda a sua felicidade no outro e tudo fica mais leve. Pra isso, larguei de vez a propaganda, que eu não suportava mais, e resolvi me empenhar na carreira de escritora, participei de vários livros, terminei meu próprio livro, ganhei novas colunas em revistas, quintupliquei o número de leitores do meu site e nada aconteceu. 

Mas eu sou taurina com ascendente em áries, lua em gêmeos e filha única! Eu não desisto fácil assim de um amor e então resolvi que tinha que ser uma super ultra mulher para ele, só assim ele voltaria pra mim. Foi então que passei 35 dias na Europa, exclusivamente em minha companhia, conhecendo lugares geniais, controlando meu pânico em estar sozinha e longe de casa, me tornando mais culta e vivida.

Voltei de viagem e tchân,tchân, tchân, tchân: nem sinal de vida.


Comecei um documentário com um grande amigo, aprendi a fazer strip, cortei meu cabelo 145 vezes, aumentei a terapia, li mais uns 30 livros, ajudei os pobres, rezei pra Santo Antônio umas mil vezes, torrei no sol, fiz milhares de cursos de Roteiro, Astrologia e História, aprendi a nadar, me apaixonei por praia, comprei todas as roupas mais lindas de Paris.


Como última cartada para ser a melhor mulher do planeta, eu resolvi ir morar sozinha. Aluguei um apartamento charmoso, decorei tudo brilhantemente, chamei amigos para a inauguração, servi bom vinho e comidinhas feitas, claro, por mim, que também finalmente aprendi a cozinhar. Resultado disso tudo: silêncio absoluto.


O tempo passou, eu continuei acordando e indo dormir todos os dias querendo ser mais feliz para ele, mais bonita para ele, mais mulher para ele. Até que algo sensacional aconteceu. Um belo dia eu acordei tão bonita, tão feliz, tão realizada, tão mulher que eu acabei me tornando mulher demais para ele.


Ele quem mesmo?

17 de janeiro de 2011

Meu caminho

"Tudo na vida tem o seu tempo e o seu caminho.
E o meu agora é outro: é novo, é desconhecido, é estranho. Mas é o meu, o que eu quero e o que tenho que viver."

16 de janeiro de 2011

E me deixe ser assim...


"Por isso, eu te peço (de um jeito meio sem-vergonha, que é assim que eu costumo ser): se eu gostar de você, tenha a gentileza de não me deixar tão solta. Não me pergunte aonde vou, mas me peça pra voltar. Sou fácil de ler, mas não tente descobrir por que o mesmo refrão insiste em tocar tanto. Se eu gostar de você, tenha a gentileza de também gostar de mim. E me deixe ser, assim, exatamente como eu sou. Meio gato, meio gente."

(Coração na boca - Facebook)

12 de janeiro de 2011

"Você pra mim é problema seu"

Convenhamos, há pessoas e pessoas.

Umas marcam, somam, multiplicam. Mesmo distantes, estão ali fazendo sua parte, deixando sua história e fazendo sua história por onde passam. Chegam discretamente, tocam eternamente. Excelentes lembranças. Nenhuma cicatriz na alma.

Pessoas que fazem a diferença!

Outras subtraem, dividem, marcam... Negativamente. Mesmo distantes, ainda deixam um rastro negro por onde passam. Chegam em algazarra, confundem, enganam, mentem, manipulam.
Péssimas lembraças. Eterna cicatriz na alma.

Pessoas que destróem a diferença...


Para essas, simplesmente digo - "você pra mim é problema seu".

E ponto final.

5 de janeiro de 2011

Dois mil e OUSE... Com Clarice Lispector!

"Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
 - E daí? Eu adoro voar!"


Clarice Lispector

4 de janeiro de 2011

Planos

2011 começou
Decidi não mais repetir o passado

Vou experimentar
Inovar
Ousar
Sair "da caixa"

Viver...
Arriscar...
Tentar...
Amar...

E ser feliz!

29 de dezembro de 2010

Sem medo de alcançar as estrelas

Poucos dias para mais um novo ano.
Lembro-me dos mesmos dias há um ano atrás.
E hoje, tudo diferente.
Como nossa vida muda em tão pouco tempo!

Muitas experiências, frustrações, planos que deram certo e os que não deram, muitas alegrias, surpresas, apoio de pessoas especiais, muitas lágrimas, ansiedade...
"Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi"!!!
2010, um ano de fortes emoções.

Iniciativas que me libertaram do medo de romper, do medo de voar.
Descobri que a felicidade está em minhas mãos. Bastou eu decidi ser feliz e a decisão virou ato, o ato virou fato! 


Um pouco de ousadia e muita fé em Deus, que me guardou como a "meninas dos Seus olhos". Essa foi a minha "receita" e que passará a ser a regra para o próximo Ano Novo!


Agora é prosseguir, sem medo de alcançar as estrelas...

23 de dezembro de 2010

"Quando me amei de verdade"... A pura verdade!

Recebi esta mensagem cinco vezes no meu e-mail só essa semana e de diferentes pessoas. Sempre apagava, pois não suporto e-mails que vêm em formato de apresentação em PowerPoint. Na quinta vez decidi abri para ler... Vai que era o "destino" querendo dizer alguma coisa?! E disse!

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Autoestima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia e meu sofrimento emocional não passam de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é... Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa que não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável. Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver!!!
Charles Chaplin

21 de dezembro de 2010

Sobre relacionamentos saudáveis... Posso falar?

Posso não ser a melhor pessoa para falar sobre o que é uma relação saudável, afinal, sou recém-separada judicialmente – e sem a menor chance de reconciliação! Mas devo admitir que aprendi alguma coisa com os relacionamentos que tive. E o casamento foi um laboratório e tanto!

Para início dessa conversa, vou registrar a definição de relacionamento, segundo o dicionário Aurélio: “Ligação de amizade, afetiva, profissional etc., condicionada por uma série de atitudes recíprocas”.

Gostei do termo que destaquei propositalmente (atitudes recíprocas), pois remete à troca. E relacionamento é isto: uma via de mão dupla. Ou seja, as pessoas envolvidas devem dar e receber, reciprocamente. Devem, sobretudo, saber falar e saber ouvir, reciprocamente.

O problema é que tem muito casal feito de uma só pessoa: apenas uma pessoa cede, apenas uma dá, apenas uma recebe... Apenas uma fala e a outra obedece. 

Isso NÃO É uma relação saudável!

Relacionamento tem que ser baseado no “nós”, sem desconsiderar o “eu”. Pois relacionamento de verdade implica em três pessoas – ele, ela e a relação. 

O que é bom para ele? O que é bom para ela? O que é bom para relação? Quem vai prevalecer? Quem vai ceder agora? E da próxima vez?

“Ele” pensa e se preocupa com “Ela”. E vice-versa. Os dois pensam e se preocupam com a relação. E vice-versa também! E se tem um quarto, quinto, sexto elemento (filhos), mais uma vertente para se pensar e se preocupar. A roda das “atitudes recíprocas” aumenta. Mas o importante mesmo é todos serem cuidados, equilibradamente.

Mulheres, cuidado! Em nome da vocação para ser “mártir”, ou “Amélia”, cedemos tanto, abnegamos tanto, doamos tanto... E não sobra nem a gente mesma! Esquecemos quem somos, do que gostamos, e até o que comemos. Mas sabemos perfeitamente quem é o outro, do que ele gosta e o que ele comeu dez dias atrás. 

Relação sem “eu”, não é relação!

Algo muito comum nas relações é tomar decisões baseadas na carência e no desespero. Outro perigo! O problema é que isso é feito, geralmente, de forma inconsciente, pois poucos admitem suas fraquezas. A consequência é a inversão de papéis: mulheres que se tornam “mães” dos maridos, ou eles que se tornam “pais” de suas mulheres. E tem ainda decisão precipitada de casar-se porque  “a idade tá chegando”, “a família tá cobrando”,   “tá todo mundo pressionando”... Pára o mundo que eu quero descer!

Decisão baseada na emoção (qualquer que seja ela – carência, desespero, paixão...) quase sempre está fadada ao insucesso. Eu aprendi a “duras penas”: emoção não pensa, não equilibra as coisas, não pondera. Emoção é instável, vulnerável... Irracional.

Relação saudável toma decisões saudáveis – para todos! Nem que seja necessário esperar o “fogo” baixar, a emoção acalmar, a paixão esfriar e aí sim, decidir, racionalmente, pelo bem comum: dele, dela e da relação!

Enfim, relacionamento é uma arte! Envolve sentimento, mas também envolve uma parcela significativa de razão para escrever uma história linda e de sucesso. Nesse palco, todos são protagonistas, não deve haver coadjuvante. E nem inversão de papéis...

11 de dezembro de 2010

Acordar


Você sabe o que significa acordar?
Vamos fazer uma brincadeira e separas em sílabas a palavra acordar:

A - COR - DAR

Viu? significa dar a cor. Colocar o coração em tudo que faz.

Existem pessoas que acordam às 6h da tarde.
É isso mesmo! Pela manhã caem da cama, mas passam o dia todo dormindo.
E existem alguns, acredite, que passam a vida toda e não conseguem "acordar".


Eu tive um amigo que acordou aos 54 anos de idade. Ele me disse:
- Descobri que estou na profissão errada.
E ele já estava se aposentando...
Imagina o trauma que esse amigo criou para si, para os colegas de trabalho, para a sua família!
Foi infeliz durante toda a sua vida profissional porque simplesmente não "acordou".

Eu na época era muito jovem, mas compreendi bem o que ele estava me dizendo naquele momento.
Por mais cinzento que posso estar sendo o dia de hoje, ele tem exatamente a cor que dou a ele.
Sabe porque?

Porque a vida tem a cor que a gente pinta.

O engraçado é que os dias são todos exclusivos.
Cada dia é um novo dia, ninguém o viveu. Ele esta ali, esperando que eu ou você façamos com que  seja o melhor de nossa vida.

Os meus dias são os mais lindos da face da terra, porque eu os faço os mais lindos da face da terra.

Acredite em você. O universo é o limite!

Dê - se a oportunidade de A - COR - DAR todos os dias e compartilhar com os outros o que DEUS nos dá de melhor: o privilégio de ser e fazer os outros felizes!

(autor anônimo)

9 de dezembro de 2010

Sempre Drummond


A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.
                                                                              
 Carlos Drummond de Andrade

Li hoje e adorei!


(...) A vida também é uma viagem e se não nos sentarmos à janela, perdemos o que há de melhor: as paisagens, que são nossos amores, alegrias, tristezas, enfim, tudo o que nos mantém vivos. 

Se viajarmos somente na poltrona do corredor, com pressa de chegar sabe-se lá aonde, perderemos a oportunidade de apreciar as belezas que a viagem nos oferece. 

Se você também está num ritmo acelerado, pedindo sempre poltronas do corredor, para embarcar e desembarcar rápido e 'ganhar tempo', pare um pouco e reflita sobre aonde você quer chegar. A aeronave da nossa existência voa célere e a duração da viagem não é anunciada pelo comandante. 

Não sabemos quanto tempo ainda nos resta. Por essa razão, vale a pena sentar próximo da janela para não perder nenhum detalhe. Afinal, a vida, a felicidade e a paz são caminhos e não destinos. 

Parte do texto de Alexandre Garcia